O bloco carnavalesco “Tô no Brilho” tornou-se Patrimônio Cultural e Imaterial de Volta Redonda. O projeto de lei, de autoria do vereador Raone Ferreira (PSB), foi aprovado em primeira e segunda votação na Câmara Municipal, e segue agora para sanção do prefeito Antonio Francisco Neto para que se torne Lei Municipal.
“Contem comigo para valorizar nossa cultura, valorizar toda forma de diversidade, valorizar o bloco de carnaval mais importante da nossa região, que chega a arrastar mais de 30 mil foliões”, disse Raone, que é presidente da Comissão de Direitos Humanos na Câmara.
Segundo o organizador e criador do “Tô no Brilho”, Fábio Fernandes Vieira Júnior, o bloco é um grito de liberdade. “Um bloco livre de preconceitos, para todos os públicos e idades. Marca a abertura de uma das temporadas mais esperadas do ano: o Carnaval. O Tô no Brilho anuncia a chegada da festa com muita alegria, purpurina e respeito ao próximo”, explicou.
O bloco completou em 2025, oito anos de folia. A primeira edição aconteceu em 2017.
Fabio disse que a ideia surgiu no Carnaval de 2016, quando ele estava em um bloco no Rio de Janeiro e pensou que seria incrível ter algo parecido em Volta Redonda.
“No ano seguinte, fui atrás para fazer acontecer. Lembro que fui a uma reunião na prefeitura e, no mesmo dia, já precisava definir o nome do bloco, mas ainda não tinha nada em mente. Sabia que queria algo voltado para purpurina e fantasias, mas não tinha um nome. Passei a reunião inteira pensando, até que me veio: Tô no Brilho! Não deu outra!”, relembrou.
O idealizador do bloco disse que nunca teve essa pretensão, de se tornar um Patrimônio Cultural e Imaterial de Volta Redonda. “Mas, confesso que fiquei muito feliz! Viramos história! O bloco precisou sair das ruas por causa da proporção que tomou. A polícia alega não ter efetivo suficiente para um evento desse tamanho. Talvez, entrando para o calendário oficial da cidade, consigamos levá-lo de volta às ruas”.
Fabio afirma que a ideia é que o bloco faça as pessoas lembrarem que nasceram para brilhar e ser felizes. “Não existe idade para ser feliz, estamos aqui e agora. O Carnaval é um momento para extravasarmos nossa alegria, e, quando conseguimos fazer isso respeitando o espaço do próximo, somos verdadeiramente felizes”.