A situação da Escola Municipal Jayme Martins, em Volta Redonda, voltou a gerar preocupação após fiscalização realizada no local apontar falhas estruturais, problemas de execução da obra e atraso significativo na entrega da unidade escolar. Durante a visita, foram identificados vazamentos, infiltrações e acúmulo de materiais inservíveis, levantando questionamentos sobre a qualidade da reforma e a fiscalização do serviço público.
Segundo relatos registrados durante a inspeção, um dos principais problemas está relacionado à estrutura dos banheiros, onde a água escorre para áreas mais baixas da construção, provocando infiltrações que atingem diretamente o refeitório da escola. A situação indica possível erro de execução da obra, comprometendo a funcionalidade e a segurança dos espaços utilizados diariamente por alunos e profissionais da educação.
De acordo com a avaliação feita no local, trata-se de um problema estrutural que deveria ter sido identificado no momento da entrega da obra. A crítica recai sobre a empresa responsável pela execução e também sobre o processo de fiscalização realizado pela Secretaria Municipal de Educação, que teria recebido a obra sem verificar adequadamente a qualidade dos serviços realizados.
Outro ponto observado foi o acúmulo de materiais inservíveis dentro da unidade escolar. Conforme destacado durante a fiscalização, a destinação desses itens é responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação, cabendo ao órgão realizar o recolhimento, a baixa patrimonial e o descarte adequado dos materiais, tarefa que não pode ser executada pela direção escolar.
A reforma da E.M. Jayme Martins é apontada como uma das obras mais demoradas da rede municipal de ensino. Inicialmente prevista para conclusão em cerca de dez meses, o prazo foi sucessivamente ampliado, impactando diretamente a rotina dos estudantes, que precisaram ser transferidos temporariamente para outra unidade escolar enquanto aguardavam a finalização dos trabalhos.
Diante do cenário, o vereador Raone Ferreira afirmou que seguirá acompanhando o caso e cobrando providências do poder público, destacando que a obra envolveu investimento de milhões de reais em recursos públicos. Segundo ele, a fiscalização contínua é necessária para garantir que os problemas sejam corrigidos e que a comunidade escolar receba uma estrutura adequada.
A expectativa agora é que a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação realizem vistoria técnica no local, apurem eventuais responsabilidades e adotem medidas para corrigir as falhas identificadas, assegurando condições dignas e seguras para alunos, professores e funcionários da unidade.